28/06/2017

Canetas, flores, conchas e lembranças


Eu coleciono lembranças, papeis ou como preferir chamar. Gosto de dizer assim. Uns podem dizer que é acúmulo, outros podem dizer que é uma perda de tempo e pode ter alguém que até se identifique comigo. Mas eu realmente gosto. Gosto de saber que daqui uns anos eu vou poder me lembrar de tanta coisa e poder senti-las com apenas um toque e algumas páginas de um velho caderno. Gosto da ideia de ter tantas memórias reunidas em um lugar só, que foi guardado com tanto carinho.
Talvez, eu seja uma acumuladora também.
Eu não registrei tanta coisa do caderno assim, ainda possuem mais ingressos de apresentações e cinema, cartas, embalagens de doces, mais resquícios do meu amor por comida japonesa, fotos e papeis de rifas e sorteios, mas tudo bem.

ALGUNS SHOTS


25/06/2017

Mudança, achados, fangirl e férias


Me mudei recentemente e muita coisa aconteceu. Fiquei um tempo ausente arrumando as coisas e me adaptando com rotina nova e tal, e lógico que tem a parte dos rolê, né? E hoje vou mostrar umas coisas, mas antes, um breve storytime: desde pequena eu mudei bastante de casa. Cinco vezes de casa e duas de cidade, mas é tudo perto. Então tudo bem, eu gosto.
E hoje, vou mostrar umas coisas.

ACHADOS
Na casa nova (ou nem tão nova assim, já morei aqui nessa cidade e nessa casa até uns 7 anos atrás), encontrei essas coisas: 

✏uma série de seis CD's cada um contendo informações de determinadas partes do corpo humano, e eu amo MUITO esse assunto e outros diversos acerca da biologia;
✏uma fita VHS de um ultrassom - que não assistirei mas peguei pra mim porque gosto muito de coisas antigas e, pretendo ter mais;
✏um livrinho em inglês com diversas frases;
✏livro "Vidas Secas" de Graciliano Ramos que, pra ser sincera, não sei porque vou manter pra mim. Tive prova sobre ele no primeiro semestre em literatura e esse livro tem me perseguido, mas tudo bem, quem sabe daqui alguns anos eu não sinta vontade de retomar esse clássico.

20/06/2017

[Então, eu assisti]: Motivos para assistir Orphan Black

Esse post estava no rascunho faz mais de uma semana e sumi por um tempo. Me mudei recentemente e foi uma loucura e, quando tive tempo livre, adivinha? Perdemos o carregador do notebook e ele descarregou. Enfim, agora voltei, olá <3
Sempre quis escrever sobre séries aqui e, com o post 6 motivos para assistir Empire do Like Gabs, acabei me motivando a começar com o post. E aqui, vou falar de Orphan Black, a primeira da minha lista de séries favoritas até agora que comecei a assistir por recomendação da minha prima e foi a melhor recomendação de todas.
As 5 temporadas da série estão disponíveis na Netflix, esta última em período de lançamento. Cada temporada possui em média 13 episódios contendo por volta de 40 minutos.

sinopse
Depois de presenciar o suicídio de uma mulher (que é exatamente como ela) em uma estação de trem, Sarah Manning (Tatiana Maslany) faz o que qualquer um faria: assume a identidade da suicida para tentar resolver os próprios problemas financeiros. Mas logo ela descobre que está no centro de um mistério que vai mudar sua vida, quando se vê cara a cara com mais três mulheres idênticas a ela. Todas são clones, e precisam salvar as próprias peles enquanto tentam descobrir quem são os responsáveis pelos experimentos genéticos.

12/06/2017

Eu nunca te pedi para ler

Eu vou escrever sobre você. E também vou escrever para você. Hoje, amanhã, semana que vem. Vou escolher a cor de caneta que mais combina e pegar folhas de papel diferentes, que você sabe que eu tenho infinitas. E você lerá. Você irá chorar, assim como já havia feito. Vai guardar naquela caixinha da segunda prateleira entre os seus livros e histórias em quadrinhos, os quais você não sabe que um dia lerei todos
Você sabe que eu sempre te escreverei mas mesmo assim, ainda terei a capacidade de te surpreender de diferentes maneiras, como fiz desde o começo. E eu vou desenhar para você também. Vou odiar cada desenho porque você sabe que eu não gosto do meu traço. Você irá enquadrá-los ou colá-los na parede do seu quarto acima das luzes coloridas. Ou talvez você os coloque em uma caixinha três vezes maior que a da segunda prateleira entre os seus livros e histórias em quadrinhos, os quais passarão duas semanas em casa para que eu os termine de ler.
Eu vou marcar sua vida como a tinta marca o papel. Ou mais. Talvez eu marque sua vida da mesma maneira que uma cicatriz, mas sem dores. Talvez eu marque sua vida da mesma forma que a curva de seu pescoço, como as chamas em uma floresta ou como a tatuagem que deseja fazer.
E, talvez daqui dez longos anos, nós encontraremos todas essas memórias do pequeno começo de uma longa história, daremos risadas e conversaremos sobre o quanto crescemos e vivemos. E eu continuarei te escrevendo até depois de você se cansar de ver todas as minhas diferentes caligrafias, cores e pontas de canetas. Continuarei desenhando para você, não importa se sejam rostos, corpos ou paisagens.